Microsoft lança vídeo para disseminar dúvidas e assustar os consumidores sobre a qualidade do produto concorrente.

postado em 18 de out de 2010 10:09 por webmaster site   [ 18 de out de 2010 10:58 atualizado‎(s)‎ ]
Por Arquivista.org:

Uma surpresa esperada: A adoção de padrões abertos para interoperabilidade e preservação digital definidos pela ISO e usados nos projetos de código aberto, como o OpenOffice, começam a gerar reações do mundo proprietário. Afinal, há bem pouco tempo, a opção principal era o Microsoft Office, com seus formatos doc, xls, ppt, etc. Agora, com o advendo do OpenOffice / BROffice e seus forks (projetos derivativos), o projeto Document Foundation (que abordaremos em um nova matéria), além da obrigatoriedade imposta pelo mercado (corporações e governos), de que a Microsoft incorporasse o suporte ao formato Opendocument nativamente em suas suítes (leia-se MS Office 2007 SP2 e 2010), parece estar realmente incomodando a companhia. ARQUIVISTAS E BIBLIOTECÁRIOS DEVEM ESTAR ATENTOS AO ASSUNTO E NÃO SE DEIXAREM ENGANAR COM MARKETING DESTA NATUREZA — PADRÕES ISO EM DOCUMENTOS SÃO FUNDAMENTAIS. PROGRAMAS DE CÓDIGO ABERTO CONTRIBUEM PARA A PRESERVAÇÃO DE LONGO PRAZO DOS DOCUMENTOS DIGITAIS.

Acompanhem abaixo a matéria da IDGNow sobre o assunto:

Por IDG News Service:

A Microsoft e os seus adeptos têm uma longa história de práticas de marketing contra seus concorrentes de software de código aberto. O objetivo é confundir o público e desacreditar as outras marcas - técnica conhecida como Fear, Uncertainty and Doubt (FUD), em português, Medo, Incerteza e Dúvida. 

Seja Linux ou qualquer outra alternativa, parece que nenhuma conversa pode ser realizada sem as inevitáveis insinuações da Microsoft sobre o maior custo e a falta de suporte técnico. Tais afirmações são, obviamente, apenas mitos para disseminar dúvidas e assustar os consumidores, como também seus próprios clientes. 

Porém, esta semana, nós temos um novo exemplo desta típica prática da Microsoft: Um vídeo (veja abaixo) no YouTube produzido especificamente para atacar a suíte de aplicativos OpenOffice.org. 

Intitulado como "A Few Perspectives on OpenOffice.org" (em português, Algumas Perspectivas sobre o OpenOffice.org), o vídeo exibe depoimentos de consumidores que tentaram migrar para a solução de código aberto – principalmente clientes corporativos – mas que depois se arrependeram da mudança. 

Poderia ser mais evidente o medo de Steve Ballmer, CEO da Microsoft?

Medo da concorrência
Há algum tempo, já é evidente que softwares de código aberto assustam a Microsoft. No ano passado, por exemplo, a empresa deixou clara sua preocupação sobre a popularidade crescente do Linux e do seu prejudicial efeito sobre o império do Windows. Portanto, a companhia tem muito a temer, principalmente, se relacionarmos os altos preços com os conhecidos casos de ataques de malwares, por exemplo. 

Tradicionais críticas
"Nós instalamos o OpenOffice em sistemas com Linux para economizar", diz uma voz anônima no vídeo. "Então logo descobrimos que o alto custo e a disponibilidade limitada de suporte nos deixou em situação ainda pior", completa.

É claro, tais preocupações estão diretamente ligadas a cartilha padrão de ataques da Microsoft. Além disso, eles também estão, principalmente, direcionados ao fato do OpenOffice.org ter obtido recordes de downloads de suas mais recentes versões, e por, provavelmente, contribuir com cerca de 10% do mercado global de aplicativos para escritório. 

Provavelmente, todos estes milhões de usuários ao redor do mundo estão sofrendo em silêncio ao utilizar o OpenOffice.org! 

Melhor alternativa
Hoje, é claro, não há apenas OpenOffice.org, mas também o LibreOffice, bem como uma série de outras alternativas. Então, com o aumento da concorrência surge uma pergunta:

- Se o Microsoft Office é tão superior, mais barato e com melhor suporte, então por que lançar um vídeo como esse? Por que o desespero? Por que atacar um concorrente assim?

A resposta é simples: A verdade é que os produtos da Microsoft não são superiores ou melhores em termos de suporte e custo. Além de serem cheios de falhas e repletos de vulnerabilidades.

Microsoft, não é hora de você tentar algo melhor do que isso?

(Katherine Noyes)

Fonte: IDGNow. Disponível em: <http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2010/10/15/opiniao-por-que-a-microsoft-esta-tao-assustada-com-o-openoffice/>. Acesso em 18 out 2010.
Comments