Banco de dados civil e criminal começa a ser digitalizado em MS

postado em 23 de set de 2010 16:35 por webmaster site
O Instituto de Identificação de Mato Grosso do Sul iniciou o processo de digitalização de seu acervo datiloscópico. A adequação dos bancos de dados deixará a busca de informações sobre identificação mais dinâmica, já que atualmente esta busca é feita manualmente.
“Com a digitalização do banco de dados, poderemos ter acesso às informações sobre a identidade de uma pessoa de forma mais rápida. Hoje contamos com peritos que fazem o trabalho manual de comparação com as digitais que temos em nossos arquivos. Essa busca leva cerca de 35 a 50 dias na Capital e no interior de 45 a 60 dias. Com a digitalização dos dados, teremos acesso à essa informação em cinco dias e no interior 15 dias” afirma o perito e diretor do Instituto de Identificação, Celso José de Souza.
 
Ao todo são cerca de 2 milhões de registros de identificação arquivados no acervo do Instituto de Identificação do Estado. O prazo inicial para que todos os dados já estejam digitalizados é 60 dias. “Inicialmente todo o acervo de identificação será digitalizado para obedecer aos padrões Afis (Automated Fingerprint Identification System), para que em seguida seja implantado o sistema biométrico de recolhimento de dados. Assim, quando uma pessoa precisar tirar uma carteira de identidade, ela não precisará mais sujar seus dedos com tinta para a coleta de impressões digitais” afirma o coordenador.
 
Além da facilidade para o registro e busca de informações sobre uma pessoa, o acervo digital de identificação também ajudará nas investigações da polícia. “O sistema digitalizado é um grande avanço e proporcionará uma identificação sem margem de erro de qualquer pessoa. Nas ocorrências criminais não será diferente, poderemos identificar o suspeito através da busca on line no banco de dados” informou o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini.
 
O sistema Afis, permite a padronização de registro de dados em nível internacional. A padronização das informações evitará também as ocorrências de fraudes de documentos e o acesso a informações sobre a pessoa de forma on line. Atualmente os estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Maranhão e Brasília já realizam o registro digital de informações. “Já estamos com aproximadamente 70 mil dados digitalizados até o momento. A padronização dos dados, além de permitir o compartilhamento de informações entre outros estados, também permitirá a comunicação em nível internacional, caso futuramente haja um trabalho conjunto entre a polícia brasileira e internacional”, informou Luiz Carlos Pinheiro dos Santos, gerente da American Bank Note, empresa responsável pelos serviços da digitalização.
 
Sistema Afis
 
O Afis (Automated Fingerprint Identification System) é um sistema que permite o compartilhamento do banco de dados de impressões digitais com outros órgãos de segurança pública, como a Polícia Federal. O sistema é uma estação de consulta. Atualmente, para fazer buscas de impressões digitais, tanto nas áreas civil ou criminal, utiliza-se a busca de forma manual, através de equipamentos eletromecânicos.
 
Com o novo sistema, o perito papiloscopista ganha auxílio nas investigações. Através dele os fragmentos de impressões digitais revelados em locais de crimes serão inseridos no sistema que irá permitir uma futura busca automática das impressões digitais já cadastradas através dos Boletins de Identificação Criminal.
 
As mudanças na coleta e armazenamento de dados civis não terão reflexo no valor cobrado para a confecção das cédulas de identidade. O coordenador do Instituto de Identificação garante que os valores praticados hoje não serão alterados em vista da aplicação da nova tecnologia. O Instituo de Identificação integra a Coordenadoria Geral de Perícias, órgão vinculado a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

Fonte: FatimaNews. Disponível em <http://www.fatimanews.com.br/canais/noticias/?id=106359>. Acesso em 23 set 2010.
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