Artigos e opiniões

Carta aberta sobre o evento Arquivologia 2.0: A Informação Humana Digital

postado em 5 de dez de 2010 17:38 por webmaster site   [ 3 de jan de 2011 19:48 atualizado‎(s)‎ ]

Prezados Amigos, Colegas e Professores,

Estamos muito contentes com o nosso primeiro encontro. Apesar das diversas dificuldades que se apresentaram, e não foram poucas, conseguimos. Completamos com este evento 1000 horas de trabalho, pesquisa e desenvolvimento desde a criação de nosso projeto – o Arquivista.org.

Para chegar até aqui enfrentamos problemas logísticos, técnicos, de recursos materiais e de pessoal – superamos todos eles! Não só hoje, como também superaremos no futuro, somando estas experiências, possibilitando que possamos fazer melhor a cada dia aquilo que nos propomos: “Fomentar, apoiar e promover a Arquivologia e as demais ciências da informação junto aos seus estudantes, professores e profissionais, possibilitando no futuro instrumentar ainda melhor nossa sociedade com conhecimento, permitindo o aperfeiçoamento do seu julgamento, ampliando a consciência de seus atos e a visão da extensão das eventuais consequências, em uma busca contínua pela razão e o bem comum.”

Estas ciências têm um papel vital e nunca poderão ser substituídas pela tecnologia, contudo, esta ilusão equivocada pode criar ou aprofundar danos sociais que serão irreparáveis. Para evitar isso, estes campos do conhecimento não podem continuar com o estranhamento tecnofóbico existente, correndo o risco não somente de serem ignorados, mas esquecidos ou desastrosamente abandonados.

Tanto quanto nos propomos a instrumentar nossa sociedade, precisamos também aprender a sermos instrumentados pela tecnologia. A informação, tratada como dado e interpretada por máquina, não substitui o julgamento humano, mas pode aperfeiçoá-lo. Assim, nosso papel deve permitir a humanização do tecnicismo, gerando um processo cíclico, sustentável e social de aperfeiçoamento entre a sociedade, a tecnologia e a informação.

Representamos a materialidade da consciência de nossa sociedade e infraestrutura de todas as demais infraestruturas de seu desenvolvimento. Citando Isaac Newton, “Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes”, é impossível não lembrar que foram estas ciências que formaram e perpetuaram estes e todos os demais gigantes da história, através do armazenamento e difusão da informação e do conhecimento renovado, que neste momento, com a tecnologia, apresenta um desafio ainda maior, gerando um volume nunca imaginado.

O que precisa ser guardado? O que pode ser descartado? Quem está guardando e descartando tudo isso? Estas são poucas entre muitas perguntas existentes. De certo sabemos que não são os profissionais destas ciências...

É por reconhecer este valor incalculável, necessidade inalienável de nossas próximas gerações, que a dedicação ao nosso objetivo suplanta todos os desafios, nos fazendo seguir em frente sempre, com o sentimento de que “nós amamos aquilo que fazemos”.

Nosso muito obrigado a todos os que compareceram, compreenderam e partilharam um pouco desta visão. Em 2011 esperamos multiplicar dezenas de vezes o número de eventos e recursos de nosso projeto, aprendendo, aperfeiçoando e trocando com todos livremente a experiência adquirida.

Em especial, de público, enfatizamos o agradecimento as colegas Elaine e Thaís, pelo auxílio no dia do evento, a nossa coordenadora do curso de Arquivologia da UFF, professora Gláucia, pelo apoio permanente e incentivo, a sua secretária Gina, pela atenção e colaboração, e ao professor Charlley Luz, que com seu carisma, simpatia e experiência, nos honrou com sua inestimável presença.

Por fim, mantemos as portas abertas para os futuros encontros, com atenção especial as críticas e sugestões de aperfeiçoamento, além de renovarmos o convite permanente para integrarem este projeto, partilhando e debatendo as suas e as nossas ideias e metas.

Até 2011.

 

Atenciosamente,

André Daniel
Projeto Arquivista.org


PS. Os certificados de participação estão disponibilizados em formato digital, a partir da página principal, assim como, as imagens e outras informações do evento.

Por que pratico copyfight?

postado em 21 de nov de 2010 10:35 por webmaster site

Por Cory Doctorow

Por que toda essa história de reforma nos direitos autorais importa, afinal? O que está em jogo? Tudo.

Até muito pouco tempo atrás, direito autoral era uma regulamentação industrial. Se você utilizava um equipamento industrial extraordinário, como uma prensa, uma câmera filmadora ou uma prensa de discos de vinil, então você caía no domínio dos direitos de autor. O custo do tal equipamento era significativo, então não havia nenhuma dificuldade em acrescentar ao negócio algumas centenas de dólares pelo serviço de um bom advogado especialista. Isso representava alguns poucos pontos percentuais do custo geral do negócio.

Quando entidades não-industriais (pessoas, escolas, grupos religiosos,etc.) interagiam com trabalhos protegidos por direitos autorais (ou copyright), elas não feriam esses direitos. Liam livros, ouviam músicas, cantavam em volta do piano ou iam ao cinema. Discutiam sobre tudo isso. Cantavam no chuveiro. Recontavam e inventavam variações para as crianças na hora de dormir. Faziam citações e pintavam murais no quarto das crianças inspirados nesses trabalhos protegidos.

Aí vieram os primórdios do copyfight: o período analógico, quando surgiram videocassetes, "três em um" (sistemas com cassetes duplos), fotocopiadoras e outras tecnologias que permitiam copiar, apresentar, exibir, adaptar, ou seja, fazer coisas que entravam no domínio dos direitos autorais. Barraquinhas em convenções de fãs mostravam edições caseiras de sequências e adaptações das histórias originais de filmes e seriados. Adolescentes trocavam fitas gravadas com suas músicas preferidas, alguém gravava da TV em fita VHS e fazíamos uma festa para ver filmes.

Ainda, comparativamente, havia poucos prejuízos nesse processo. Embora essas atividades fossem duvidosas quanto à sua legalidade (certamente os grandes grupos detentores de conteúdo protegido consideravam essas tecnologias bombas nucleares disfarçadas, comparando o videocassete ao Bandido da Luz Vermelha e jurando que "cópias caseiras estavam matando a música"), o custo de reprimi-las era muito alto. Editoras, gravadoras e estúdios de cinema não conseguiam vigiar as festas, nem o que você fazia no trabalho ou nas convenções, a não ser que usassem um exército de espiões cujos salários custariam muito mais que qualquer perda que tivessem.

Entram em cena a Internet e o computador pessoal. Essas duas tecnologias representam uma "catástrofe" ao trazer o dia-a-dia das pessoas para dentro do domínio dos direitos autorais: toda residência possui um aparelho para cometer infrações (o PC) e todas as infrações acontecem num canal público (a Internet) que pode ser vigiado de forma bem barata, proporcionando repressão de custo baixo a milhares de pessoas comuns.

Além do mais, as transações na Internet estão mais sujeitas a infringir direitos autorais do que as equivalentes no mundo fora da rede. Isso porque toda transação na Internet envolve cópias. A Internet é um sistema eficiente de cópias entre computadores. Enquanto uma conversa na sua cozinha envolve apenas perturbações no ar por sons, a mesma conversa na Web envolve gerar milhares de cópias. Sempre que você aperta uma tecla, o comando é copiado diversas vezes no seu computador, depois no modem, numa série de routers e, mais tarde, a um servidor, que pode gerar mais centenas de cópias efêmeras ou de longa duração e, então, para a outra parte na conversação, onde outras dezenas de cópias poderão ser geradas.

A legislação de direito autoral entende a cópia como um evento raro e notável. Na Internet, a cópia é automática, maciça, instantânea, livre e constante. Recorte uma tirinha do Dilbert, cole-a na porta do seu escritório e você não estará violando direitos autorais. Tire uma foto da porta de seu escritório e coloque-a em seu site, para que os mesmos colegas de trabalho possam ver, e você terá violado a lei, uma vez que a legislação trata a cópia como uma atividade tão rara que impõe sanções de centenas de milhares de dólares para cada infração.

Há uma palavra para todas as coisas que fazemos com trabalhos criativos- todas as conversas, o recontar histórias, as canções, as dramatizações, os desenhos e as reflexões: isso se chama cultura. Cultura é algo antigo. Mais antigo que o copyright. É a existência da cultura que torna o direito autoral valioso. O fato de que temos um interminável número de canções para cantar, histórias para compartilhar, arte para ver e para acrescentar ao nosso vocabulário visual é a razão pela qual as pessoas pagam por essas coisas.

Permita-me dizer isso de novo: a razão para a existência de direitos autorais é o fato da cultura criar um mercado para trabalhos criativos. Se não houvesse mercado para trabalhos criativos, não haveria motivos para se preocupar com direitos autorais. Conteúdo não é tudo: cultura é. A razão para irmos ao cinema é termos sobre o que falar. Se lhe mandarem para uma ilha deserta e disserem para escolher entre suas canções preferidas e seus amigos, você seria sociopata se escolhesse a música.

Um imperativo da cultura é compartilhar informações: cultura é informação compartilhada. Leitores de ficção científica sabem disso: o cara à sua frente no metrô com um romance "scifi" nas mãos é parte da sua tribo. Vocês certamente leram alguns dos mesmos livros e possuem referências culturais em comum, alguma coisa para conversar. Quando você ouve uma música que gosta, a toca para as pessoas da sua tribo. Quando lê um livro que gosta, você coloca na mão de seus amigos e os estimula a ler. Quando você assiste a um ótimo espetáculo, trata de dizer para seus amigos assistirem também - ou você procura gente que já assistiu para comentá-lo.

Assim, a tendência natural de qualquer um que curta uma obra de arte é compartilhá-la com os outros. E já que "compartilhar" na Internet é sinônimo de "copiar", confrontamos diretamente o direito do autor. Todos copiam. Dan Glickman, ex-congressista que atualmente dirige a Motion Pictures Association dos Estados Unidos (uma das grandes defensoras do direito autoral), admitiu ter copiado o documentário This Film is not Rated (uma crítica ferrenha ao sistema MPAA de avaliação) mas se desculpou, dizendo que a cópia estava no (seu) cofre. Fingir que você não copia é o mesmo que adotar a pervertida hipocrisia dos vitorianos que juravam jamais se masturbar. Todos sabem que eles estão mentindo e muitos de nós sabemos que todos os outros mentem também.

O problema dos direitos autorais é que a maioria dos copiadores admite abertamente que copiam. A maioria dos usuários de Internet americanos está engajada em compartilhar arquivos. Se o compartilhamento de arquivos fosse suprimido amanhã, eles trocariam arquivos da mesma forma - e mais - ao trocar HDs, pen drives ou cartões de memória, mais informação passaria de mão em mão, embora numa velocidade menor.

Os copiadores sabem que cometem uma infração, mas não estão nem aí, ou acreditam que a lei não possa realmente incriminá-los pelo estão fazendo e imaginam que a legislação só puna formas mais "graves" de cópia, como a venda de DVDs piratas nas ruas. Na realidade, a lei de direitos autorais penaliza os que vendem DVDs de uma forma muito mais branda do que aqueles que compartilham os mesmos filmes na Internet. O risco de comprar um desses DVDs é muito menor do que o risco de baixá-los online (graças ao alto custo de aplicar a lei nessas transações na vida real).

De fato, os copiadores estão ocupadíssimos construindo uma ética elaborada do que pode e não pode ser compartilhado, com quem e em quais circunstâncias. Eles se encontram em círculos privados de compartilhamento, discutem normas entre si e, tanto na teoria como na prática, criam uma pletora de direitos paralelos ["para-copyrights"] que refletem um entendimento cultural de suas ações.

A tragédia é que esses direitos paralelos não têm quase nada a ver com a atual lei de copyright. Mesmo que você se esforce para segui-los à risca, você estará provavelmente infringindo a legislação. Logo, se você estiver produzindo vídeos de música "anime" (vídeos para música pop feitos de forma inteligente, encaixando e juntando clipes de filmes "anime" - procure no Google por "amv" para ter exemplos), você pode seguir todas as normas de seu grupo -- não mostrá-los a estranhos e somente usar certas fontes para música e vídeo – e, no entanto, você ainda estará cometendo milhões de dólares de infração cada que se sentar à frente do teclado.

Não é surpresa que os direitos paralelos e os direitos autorais não tenham muito a agregar um para o outro. No final, o copyright regula o que as grandes empresas fazem. E direitos paralelos regulam aquilo que os indivíduos fazem num contexto cultural. Por que se surpreender com a falta de conexão entre essas regras?

É bem possível que se alcance uma trégua entre copiadores e detentores de direitos autorais: uma legislação que apenas considere "cultura" e não "indústria". Porém, o único jeito trazer os copiadores para a mesa de discussão é parar de insistir que toda cópia não-autorizada é um erro, roubo e crime. Pessoas que sabem o quanto copiar é simples, bom e vantajoso escutam esse tipo de coisa e acham que ou isso não faz nenhum sentido ou não tem mesmo nada ver com elas.

Porque se o ato de copiar na Internet acabasse amanhã, isso seria também o fim da cultura na Internet. O YouTube desapareceria sem seu "estoque" de vídeos não-autorizados, o LiveJournal morreria sem os avatares e as fascinantes "pastebombs" de livros, notícias e blogs, e o Flickr definharia sem todas as fotos com marca d'água e créditos de trabalhos, objetos e situações protegidos por direitos autorais.

Todas essas discussões acontecem quando queremos e gostamos de determinadas coisas. Fanfic é escrito por pessoas que amam livros. Os vídeos do YouTube são feitos por pessoas que querem que você veja e fale sobre elas. Os avatares do LiveJournal demonstram afinidades. Se a cultura perder a guerra contra os direitos autorais, a razão pela qual os direitos autorais existem morre com ela.

Nota (por Pena Schmidt)

* O copyright é nativo na legislação americana, mas é haoli no Brasil. Aqui temos o direito do autor, que dá ao autor o direito moral, inalienável e transmissível aos herdeiros, de ter o controle de sua obra. Nada pode ser feito sem seu consentimento. Esta é uma clausula pétrea da Constituição Brasileira, não é simples de alterar, mas a discussão é válida e importante. Nos Estados Unidos o direito autoral é negociado e o copyright passa a pertencer, na maioria das vezes, a uma empresa (publisher).

O mesmo acontece no Brasil, mas com o agravante que não é possível ignorar o autor na transação, o que criou um mercado digital estagnado no qual as autorizações são demoradas e dificultam a circulação e comercialização de obras. O foco, no artigo, é para a cópia doméstica e também temos esse problema. Precisamos lutar pelo nosso Direito de Copiar, sem prejudicar o Direito do Autor.


Fonte: Projeto Adote um parágrafo. Disponível em: <http://adoteumparagrafo.pbworks.com/w/page/1409364/Doctorow01>. Acesso em: 18 nov 2010.

Cory Doctorow: Why I Copyfight. Disponível em: <http://www.locusmag.com/Features/2008/11/cory-doctorow-why-i-copyfight.html>. Acesso em: 18 nov 2010.

Uma Breve História da Internet

postado em 10 de out de 2010 21:09 por webmaster site

por Cameron Chapman (tradução do projeto Adote um Parágrafo)

Enquanto a história completa da Internet poderia facilmente encher alguns livros, este artigo deverá familiarizar você com alguns marcos e acontecimentos chave relacionados ao crescimento e evolução da Internet entre 1969 e 2009.

1969: Arpanet



A Arpanet foi a primeira rede de verdade a rodar com tecnologia de comutação de pacotes (uma novidade na época). Em 29 de outubro de 1969, os computadores de Standford e da UCLA conectaram-se pela primeira vez. De fato, eles foram os primeiros hosts ("hospedeiros") do que um dia se tornaria a Internet.

A primeira mensagem enviada através da rede deveria ter sido "Login", mas o link entre as duas faculdades quebrou na letra "g".

1969: Unix



Outro marco importante nos anos 60 foi o início do Unix: o sistema operacional cujo design influenciou fortemente ambos Linux e FreeBSD (os sistemas operacionais mais populares nos servidores web e serviços de hospedagem atuais).

1971: Email

O email foi desenvolvido inicialmente em 1971 por Ray Tomlinson, que também decidiu utilizar o símbolo "@" para separar o nome do usuário do nome do computador (que posteriormente se tornou o nome do domínio).

1971: Projeto Gutenberg e eBooks

Um dos desenvolvimentos mais impressionantes de 1971 foi o começo do Projeto Gutenberg. Para aqueles que não conhecem o site, o Projeto Gutenberg é um esforço global para tornar livros e documentos de domínio público disponíveis eletronicamente - de graça - em uma variedade de formatos de eBooks e formatos eletrônicos em geral.

Tudo começou quando Michael Hart teve acesso a uma grande quantidade de tempo de computação e percebeu que o futuro dos computadores não estava na computação em si, mas no armazenamento, recuperação e busca de informação que, na época, estava contida apenas em bibliotecas. Ele digitou manualmente (não havia a tecnologia OCR na época) a "Declaração da Independência [dos Estados Unidos]" e lançou o Projeto Gutenberg para fazer com que a informação contida nos livros se tornasse disponível em formato eletrônico. De fato, este foi o nascimento do eBook.

1972: CYCLADES

A França começou um projeto próprio semelhante à Arpanet em 1972, chamado CYCLADES. O projeto acabou sendo encerrado, mas foi pioneiro em uma idéia-chave: o computador hospedeiro deveria ser responsável pela transmissão de dados ao invés da rede.

1973: A primeira conexão transatlântica

A Arpanet fez sua primeira conexão transatlântica em 1973, com a University College of London. Durante o mesmo ano, o email foi responsável por 75% de toda a atividade na rede.

1974: O começo do TCP/IP

1974 foi um ano de grandes avanços. Uma proposta foi publicada tencionando ligar redes similares à Arpanet em uma então chamada "inter-rede", que não teria controle centralizado e funcionaria em torno de um protocolo de controle de transmissão (que eventualmente se tornou o TCP/IP).

Com a popularidade do email, o primeiro programa moderno de email foi desenvolvido por John Vittal, um programador da Universidade da California do Sul em 1975. O maior avanço tecnológico deste programa (chamado MSG) foi a adição das funções "Responder" e "Encaminhar".

1977: O modem

1977 foi um grande ano para o desenvolvimento da Internet como a conhecemos hoje em dia. É o ano em que o primeiro modem, desenvolvido por Dennis Hayes e Dale Heatherington, foi apresentado e vendido inicialmente para fãs amadores de computadores.

1978: O BBS (acrônimo de Bulletin Board System)

O primeiro BBS foi criado durante uma nevasca em Chicago em 1978.

1978: Nasce o spam

1978 é também o ano que trouxe a primeira mensagem de email comercial não-solicitada (mais tarde batizada como spam), enviada para 600 usuários da Arpanet da Califórnia por Gary Thuerk.

1979: MUD - A forma mais antiga de jogos multiplayer

O precursor de World of Warcraft e Second Life foi desenvolvido em 1979 e foi chamado de MUD (acrônimo de MultiUser Dungeon, "masmorra multi-usuário"). MUDs eram mundos virtuais inteiramente baseados em texto, combinando elementos de RPG, interatividade, ficção e bate-papo online.

1979: Usenet

1979 também introduziu em cena a Usenet, criada por dois estudantes universitários. A Usenet era um sistema de discussão baseado na internet, permitindo que pessoas de todo o planeta conversassem sobre os mesmos tópicos ao enviar mensagens públicas categorizadas por grupos de notícias.

1980: o software ENQUIRE

A Organização Européia para Pesquisa Nuclear (mais conhecida como CERN) lançou o ENQUIRE (escrito por Tim Berners-Lee), um programa de hipertexto que permitiu a cientistas no laboratório de física de partículas manter registro de pessoas, programas e projetos usando hipertexto (e hiperlinks).

1982: O primeiro emoticon

Enquanto muitas pessoas creditam Kevin MacKenzie pela invenção do emoticon em 1979, foi Scott Fahlman em 1982 que propôs usar :-) após uma piada, ao invés do original -) proposto por MacKenzie. Nascia o emoticon moderno.

1983: Computadores Arpanet mudam para o TCP/IP

1º de janeiro de 1983 foi o prazo final para que os computadores da Arpanet mudassem para o protocolo TCP/IP desenvolvido por Vinton Cerf. Algumas centenas de computadores foram afetadas pela troca. O nome de servidor também foi desenvolvido em 83.

1984: DNS (acrônimo de Domain Name Server - Sistema de Nomeação de Domínios)

O DNS foi criado em 1984 junto com os primeiros servidores DNS. O DNS foi importante pois tornava endereços na Internet mais humanizados, comparados a sua contraparte, os endereços IP numéricos. Servidores DNS permitiram que usuários da Internet passassem a digitar um nome de domínio fácil de lembrar, convertendo-o para o endereço de IP automaticamente.

1985: Comunidades virtuais

1985 trouxe o desenvolvimento do "The WELL" (acrônimo de Whole Earth eLectronic Link), uma das mais antigas comunidades virtuais ainda em operação. Ela foi desenvolvida por Stewart Brand e Larry Brilliant em fevereiro de 85 e começou como uma comunidade dos leitores e escritores do Whole Earth Review e era um "encontro aberto mas notavelmente literato e desinibido intelectualmente". A revista Wired uma vez chamou o "The WELL" de "uma das comunidades online mais influentes do mundo".

1986: As Guerras de Protocolo

As assim chamadas guerras de protocolo começaram em 1986. Países europeus na época estavam usando o OSI (Open Systems Interconnection/Sistema de Interconexão aberta), enquanto os Estados Unidos usavam o protocolo Internet/Arpanet, que acabou vencendo a disputa.

1987: A Internet cresce

Em 1987 havia aproximadamente 30.000 hosts na Internet. O protocolo original Arpanet havia se limitado a 1000 hosts, mas a adoção do padrão TCP/IP tornou possível aumentar o número de hosts.

1988: IRC (Internet Relay Chat/ Bate-papo via Internet)

Também em 1988, o IRC foi empregado pela primeira vez, pavimentando o caminho para o bate-papo em tempo real e os programas de mensagem instantânea que usamos atualmente.

1988: Primeiro grande ataque malicioso na Internet.

Um dos primeiros grandes worms (tipo de vírus) da Internet foi lançado em 88. Chamado de "The Morris Worm" (o verme de Morris), foi escrito por Robert Tappan Morris e causou grandes interrupções em várias partes da Internet.

1989: A AOL é lançada

Quando a Apple se desligou do programa AppleLink em 1989, o projeto foi renomeado e a America Online nasceu. A AOL, ainda ativa hoje, mais tarde tornou a Internet popular entre usuários comuns da internet.

1989: A proposta para a Rede Mundial de Computadores (World Wide Web)

1989 também trouxe a proposta para a World Wide Web, escrita por Tim Berners-Lee. Foi originalmente publicada na edição de março da MacWorld, e depois redistribuída em Maio de 1990. Ela foi escrita para persuadir o CERN (Organização Europeia para Investigação Nuclear)  de que um sistema global de hipertexto era de seu maior interesse. Ele foi originalmente chamado de "Mesh"; o termo "World Wide Web" foi cunhado quando Berners-Lee estava escrevendo o código em 1990.

1990: Primeira conexão comercial dial-up ISP

1990 também trouxe a primeira ligação comercial de provedor de internet, O 'World'. No mesmo ano a Arpanet deixou de existir.

1990: Protocolos da World Wide Web foram concluídos

O código para a World Wide Web foi escrito por Tim Berners-Lee, baseado na sua proposta do ano anterior juntamente com as normas para o HTML, HTTP e URLs.

1991: primeira página da web criada

1991 trouxe uma das maiores inovações do mundo da Internet. A primeira página web foi criada e, tal qual o primeiro email explicou o que era um email, sua proposta era explicar o que era a World Wide Web.

1991: Primeiro protocolo de busca baseado em conteúdo

Também no mesmo ano, o primeiro protocolo que examinava o conteúdo dos arquivos ao invés de apenas seu nome foi lançado, chamado Gopher.

1991: MP3 se torna um padrão

O formato de arquivo MP3 foi adotado como um padrão também em 1991. Arquivos MP3, que são altamente comprimidos, se tornariam depois um formato popular para compartilhar músicas e álbuns completos pela internet.

1991: A primeira webcam

Um dos desenvolvimentos mais interessantes desta época, no entanto, foi a primeira webcam. Ela foi desenvolvida no laboratório de computação da Universidade de Cambridge, e seu único propósito era monitorar uma máquina de café específica para que os usuários do laboratório evitassem viagens "perdidas" para buscar café caso não houvesse.

1993: Mosaic - primeiro browser gráfico para o público geral

O primeiro browser massivamente baixado, Mosaic, foi lançado em 1993. Apesar do Mosaic não ter sido o primeiro browser, ele é considerado o primeiro a deixar a internet acessível ao público geral (os não diretamente envolvidos com tecnologia).

1993: Governos se juntam "à brincadeira"

Em 1993, tanto a Casa Branca quanto as Nações Unidas criam suas presenças online, marcando o início dos domínios .gov e .org.

1994: Netscape Navigator

O primeiro grande concorrente do Mosaic, o Netscape Navigator, foi lançado no ano seguinte (1994).

1995: Comercialização da internet

1995 é frequentemente considerado o primeiro ano em que a web se tornou comercializada. Embora houvesse empresas comerciais on-line antes de 95, alguns desenvolvimentos importantes aconteceram nesse ano. Primeiro, o protocolo criptográfico SSL (Secure Sockets Layer) foi desenvolvido pela Netscape, tornando-a mais segura para realizar transações financeiras (tais como pagamentos de cartão de crédito) online.

Além disso, duas grandes empresas tiveram início no mesmo ano. A primeira venda de "Echo Bay" foi feito esse ano. A Echo Bay mais tarde se tornou o eBay. Amazon.com também começou em 1995, embora não viesse a ter lucro por seis anos, até 2001.

1995: Geocities, o Vaticano on-line, e JavaScript

Outros acontecimentos importantes desse ano incluiem o lançamento do Geocities (oficialmente encerrada em 26 de outubro de 2009).

O Vaticano também fica on-line pela primeira vez.

Java e JavaScript (originalmente chamado LiveScript pelo seu criador, Brendan Eich, e implantado como parte do navegador Netscape Navigator - ver comentários do texto original em inglês para explicação) foi introduzido pela primeira vez ao público em 1995. ActiveX foi lançado pela Microsoft no ano seguinte.

1996: Primeiro serviço de email baseado na web (webmail)

Em 1996, é lançado o HoTMail (as letras maiúsculas são uma homenagem ao HTML), o primeiro serviço de webmail.

1997: O termo "weblog" é cunhado

Embora os primeiros blogs tenham existido por alguns anos em um ou outro formato, em 1997 o termo "weblog" foi utilizado pela primeira vez.

1998: Primeira notícia transmitida em primeira mão online ao invés de pela mídia tradicional

Em 1998, o primeiro grande 'furo' online foi o escândalo Bill Clinton/Monica Lewinsky - também conhecido como "Monicagate" entre outros apelidos), postado no The Drudge Report logo após a Newsweek ter derrubado a pauta.

1998: Google!

Google foi ao ar em 1998, revolucionando a forma como as pessoas buscam informação online.

Troca de arquivos via web começa a ficar popular

Também em 1998, o Napster foi lançado, abrindo caminho para a troca massiva de arquivos de áudio pela internet.

1999: Projeto SETI@home

1999 foi o ano em que um dos projetos mais interessantes da web foi lançado: o SETI@home. O projeto criou o equivalente a um supercomputador gigante ao otimizar o poder de processamento de mais de 3 milhões de computadores no mundo todo, utilizando seus processadores sempre que a proteção de tela era ativada, indicando que o computador estava ocioso. O programa analisa dados de radiotelescópio para procurar por sinais de inteligência extraterrestre.

2000: A Bolha da Internet estoura

2000 foi ano ano em que as empresas 'pontocom' entraram em colapso, o que resultou em grandes perdas para legiões de investidores. Centenas de companhias fecharam, muitas sem ter chegado a reverter lucro aos acionistas. A NASDAQ, que havia listado um número grande de novas companhias afetadas pela bolha, chegou ao pico de 5.000 pontos, e então perdeu 10% de seu valor em um único dia, atingindo finalmente o fundo do poço em Outubro de 2002.

2001: Wikipedia é lançada

Lançado em 2001 em meio ao colapso pontocom, o Wikipedia foi um dos websites que pavimentou o caminho da geração de conteúdo feito coletivamente e, portanto, das mídias sociais.

Em 2003: Skype é lançado para o público, oferecendo uma interface amigável de ligação através do sistema de Voz sobre IP (VoIP).

2003: MySpace torna-se a rede social mais popular

Também em 2003, MySpace abre suas portas. Mais tarde, a rede cresce até se tornar a rede social mais popular de todos os tempos (embora tenha sido posteriormente ultrapassada pelo Facebook).

2003: A Lei CAN-SPAM dá um basta em e-mails não solicitados

Outro grande avanço em 2003 foi o assinatura da Lei de Controle de Ataques de e-mails não solicitados Pornografia e Marketing de 2003, conhecida como a Lei CAN-SPAM.

2004: Web 2.0

Embora cunhado por Darcy DiNucci, o termo "web 2.0", que se refere a sites e "Rich Internet Applications" (RIA) que são altamente interativos e controlados pelo usuário, o termo popularizou-se em meados de 2004. Durante a primeira conferência Web 2.0, John Batelle e Tim O'Reilly descreveram o conceito da "Rede como plataforma": aplicativos de software produzidos para tomar partido da conectividade da internet, afastando-se do desktop -- que tem desvantagens como a dependência de um sistema operacional e a falta de operabilidade interativa.

O termo "mídia social", usado pela primeira vez por Chris Sharpley, foi cunhado no mesmo ano em que 'Web 2.0" tornou-se  o conceito predominante. A mídia social -- sites e aplicativos de web que permitem aos usuários criar e partilhar conteúdo e conectarem-se entre si -- começou em torno deste período.

Mídia Social e Digg

Digg, um site de notícias sociais, lançado em novembro de 2004, abriu caminho para sites como o Reddit, Mixx, e Yahoo! Buzz. O Digg revolucionou os meios tradicionais de geração e busca de conteúdo web, promovendo democraticamente notícias e links da web que são analisadas e votadas por uma comunidade.

2004: "O" facebook aberto para estudantes universitários

O Facebook foi lançado em 2004, e era aberto apenas para estudantes universitários e chamado de "The Facebook"; mais tarde, "The" foi retirado do nome, embora  a URL http://www.thefacebook.com ainda funcione .

2005: YouTube - transmissão online de vídeo para as massas

YouTube  foi lançado em 2005, trazendo vídeos on-line de hospedagem gratuita e compartilhados para as massas.

2006: Twitter começa a chilrear*

Twitter é lançado em 2006. Ele foi lançado originalmente com o nome de twttr (inspirado no Flickr), a primeira mensagem do Twitter foi "só configurando o meu twttr".

2007: Grande movimento para colocar programas de TV on line

Hulu, o primeiro lançado em 2007, é um empreendimento conjunto (joint venture) entre as redes de TV ABC, NBC e Fox para disponibilizar programas de TV popular para serem vistos on-line.

2007: O iPhone e a Web Móvel

A maior inovação de 2007 foi quase que certamente o iPhone, que foi quase inteiramente responsável pelo renovado interesse em aplicações web e design para celulares.

2008: "Eleição na Internet"

A primeira "eleição na Internet" teve lugar em 2008 com a eleição presidencial nos EUA. Foi o primeiro ano em que os candidatos nacionais aproveitaram tudo o que a Internet tem para oferecer. Hillary Clinton aderiu cedo com vídeos da campanha no YouTube. Praticamente todos os candidatos tinham uma página no Facebook, um feed no Twitter, ou ambos.

Ron Paul

Ron Paul bateu um novo recorde de doações ao arrecadar US $ 4,3 milhões em um único dia, através de doações on-line, e em seguida, bateu seu próprio recorde, apenas semanas depois, levantando US $ 4,4 milhões em um único dia.

As eleições de 2008 colocaram a Internet diretamente na linha de frente da política e da campanha, uma tendência que não deve mudar tão cedo.

2009: Mudanças na política ICANN

2009 trouxe à baila um das mudanças mais radicais na Internet quando os EUA relaxaram o controle do ICANN, o orgão nominador oficial da internet (a organização responsável por registrar nomes de domínio).

O futuro?

Para onde caminha o futuro da internet? Compartilhe suas opiniões na seção de comentários.

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Nota da tradução

* Neste título, a autora faz um trocadilho ao dizer "Twitter gets twittering" que literalmente pode ser traduzido por "Twitter começa a tuitar", mas a intenção da autora foi brincar com o significado da palavra que deu origiem a Twitter: "tweet". Em português, ela significa "chilreio": voz de pássaro clara e vibrante que se faz ouvir em pipilos, trinados ou gorjeios sucessivos; chilro (Houaiss)


Fonte: Projeto Adote um parágrafo. Disponível em: <http://adoteumparagrafo.pbworks.com/chapman01trad>. Acesso em: 02 out 2010.

The History of the internet. Disponível em: <http://sixrevisions.com/resources/the-history-of-the-internet-in-a-nutshell/>. Acesso em: 10 out 2010.

Nós respeitamos os direitos autorais

postado em 26 de set de 2010 16:36 por webmaster site   [ 13 de out de 2010 10:53 atualizado‎(s)‎ ]

Por A. Daniel

Buscamos seguir as melhores práticas de ética e respeito às leis vigentes. Todas as nossas reportagens, artigos e equivalentes possuem a referência completa de seus autores. As imagens utilizadas são de produção própria ou advindas de fontes livres como Wikipédia, Stockvault e etc. (livre uso e livre uso não comercial, respectivamente) No caso de vídeos, slides, cursos e imagens com direitos do autor, estes são embutidos ou linkados de suas origens e não hospedados em nosso site, exceto quando produzidos pelo nosso projeto. Apesar de estarmos sempre atentos e vigilantes sobre estas práticas, nem sempre isso pode estar claro em nossas fontes. Assim, se você encontrar alguma irregularidade ou dúvida, estaremos prontos a efetuar quaisquer correções necessárias. Nosso trabalho se baseia em gerar e reunir  informações do interesse da Arquivologia e das ciências da informação para o aperfeiçoamento de graduandos e profissionais destas áreas.

Para referência, seguem abaixo assinaladas as exceções na Lei de Direitos Autorais quanto a reprodução.

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998

Capítulo IV 

Das Limitações aos Direitos Autorais 


Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: 

I - a reprodução: 

a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos; 

b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em reuniões públicas de qualquer natureza; 

c) de retratos, ou de outra forma de representação da imagem, feitos sob encomenda, quando realizada pelo proprietário do objeto encomendado, não havendo a oposição da pessoa neles representada ou de seus herdeiros; 

d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários; 

II - a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro; 

III - a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e a origem da obra; 

IV - o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem, vedada sua publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou; 

V - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão de rádio e televisão em estabelecimentos comerciais, exclusivamente para demonstração à clientela, desde que esses estabelecimentos comercializem os suportes ou equipamentos que permitam a sua utilização; 

VI - a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no recesso familiar ou, para fins exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em qualquer caso intuito de lucro; 

VII - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para produzir prova judiciária ou administrativa; 

VIII - a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores. 

Art. 47. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito. 

Art. 48. As obras situadas permanentemente em logradouros públicos podem ser representadas livremente, por meio de pinturas, desenhos, fotografias e procedimentos audiovisuais.

Fonte: Presidência da República do Brasil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm>. Acesso em: 26 set 2010.

A Arquivologia e a Tecnologia da Informação

postado em 17 de set de 2010 00:32 por webmaster site   [ 12 de out de 2010 18:54 atualizado‎(s)‎ ]

Por A. Daniel

Os chamados "documentos eletrônicos", que muitas vezes parecem melhor retratados como “documentos
digitais” ou até como “documentos não materiais”, ainda são uma incógnita para a arquivística atual, na contrapartida de que os fundamentos tão consolidados desta área, ainda são conceitos obscuros aos profissionais da Tecnologia da Informação. Estes, que deveriam andar lado a lado, por serem de vital importância um ao outro, caminham incólumes e isolados. O volume de dados digitais já ultrapassou o volume de armazenando disponível mundialmente, e segue firme, com números extremamente expressivos, mas aparentemente ignorados.

Com o avanço tecnológico, novas fronteiras dos documentos são apresentadas todos os dias, demonstrando que as suas definições tradicionais podem atingir perspectivas nunca pensadas. Por outro lado, a ausência de atenção com o legado é muito preocupante. É hora dos arquivistas deixarem de temer a imaterialidade do ambiente digital, confrontando este horizonte com uma formação ainda mais ampla e capacitada, vez que a informação assume uma amplitude expressiva de suportes.

Precisamos substituir o amadorismo arquivístico da informática, em aumentar os espaços de armazenamento e atualizações de hardware, não levando em conta a correta gestão, segurança e descarte dos documentos, por uma postura totalmente nova. O desenvolvimento não pode comprometer o acesso futuro dos arquivos passados, necessitando que todos os profissionais envolvidos no assunto estejam comprometidos com a implantação e disseminação de padrões, como os da ISO, para suas instituições e o público.

Por que Arquivista.org?

postado em 22 de abr de 2010 16:28 por webmaster site   [ 20 de out de 2010 03:18 atualizado‎(s)‎ ]

Por A. Daniel 

A
Arquivologia é uma das mais excitantes áreas profissionais hoje disponíveis. Ela atua no suporte e desenvolvimento dos mais diversos setores, mesmo os mais essenciais ao desenvolvimento humano, ou seja, a arquivística é infraestrutura na própria infraestrutura de uma sociedade.

E vai muito além: Ela preserva, fomenta e legitima, por intermédio dos documentos, o direito, a cultura, a história, as ciências, a política, os negócios e tudo mais que nossa imaginação precisar organizar e guardar de forma íntegra para o futuro.

Neste novo século, precisamos de arquivistas ainda mais
pluralistas e capacitados. Os documentos eletrônicos já são uma realidade e é preciso reavaliar o "papel" deste profissional, tão conhecido justamente pelo "papel". O planejamento, integração e migração entre os arquivos físicos e digitais e sua subsequente organização são um dos grandes desafios da atualidade e necessitam de um empenho e conhecimento à altura.

A segurança, acessibilidade e disponibilidade dos documentos apresentam
um valor fundamental para a democracia. Por tudo isso, temos que nos aperfeiçoar, compartilhar e aprender com outros segmentos, como a Biblioteconomia, Ciência da informação, Tecnologia da informação, Administração, Engenharia de produção, Direito, Filosofia, Antropologia e muitos e muitos outros.

Esta é uma pequena visão de tudo o que vem pela frente. Nós, os futuros e atuais arquivistas, somos os
líderes e guardiões destas mudanças e não podemos ignorar este dever com nosso próximo e com nossa sociedade. A pergunta é: Como e aonde iremos conduzir tudo isso?

O
Arquivista.org é uma iniciativa de apoio a esta incrível área de conhecimento e seus profissionais que todos os dias auxiliam o desenvolvimento de um futuro melhor para o nosso mundo.


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